11 de novembro de 2009

A Justiça, a Liberdade e a Corrupção

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Porque gostaria de ter sido capaz de o escrever
HOJE...
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deixo-vos mais um admirável grito de revolta de uma Mulher que muito admiro,
pela coragem das palavras...
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Fátima Pinto Ferreira
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Aos filhos da puta
A todos os que se vendem e abandalham a todos os que crêem que são os únicos os melhores e a elite entre os demais e se pavoneiam na sua imbecilidade estonteante intelectuais de pacotilha e militantes da mediocridade a todos que se aplaudem em salamaleques de familiaridades e consanguinidades de palavras para aplauso umbilical aos curtos de vista viscerais defensores da pequenez provinciana travestida de francesismos e transatlânticas vitualhas literárias a peso ou a metro milimetricamente deglutidas entre croquetes e champanhes de imitação pechisbeques de cabeças vazias embevecidas na vã cegueira dos que se acreditam os únicos olhos como se em terra de cegos vivessem ergo a minha taça e desejo que a terra lhes seja pesada aos ossos fragilizados de tanto curvar a cerviz em cansaços vividos na inverdade da sua académica peralvilhice bebo aos filhos de puta aos inúteis aos sem afectos aos sem memória aos medíocres à matilha e à corja bebo a todos os filhos de puta mas bebo de pé aos filhos de puta maiores a todos eles e aos que me enojam Fátima Pinto Ferreira publicado no seu blog... Forja de Palavras . . .

42 comentários:

NAMIBIANO FERREIRA disse...

ADOREI, entao o final está glorioso:

"bebo aos filhos de puta
aos inúteis
aos sem afectos
aos sem memória
aos medíocres
à matilha e à corja
bebo a todos os filhos de puta
mas bebo de pé aos filhos de puta maiores
a todos eles e aos que me enojam"

Fátima Pinto Ferreira

Maria disse...

Excelente! Não conhecia esta autora.
Obrigada, Meg.

Beijo

Cid disse...

E eu vou também erguer a minha taça repleta de vómitos.
Obrigado Fátima.

Nydia Bonetti disse...

Meg

Vim agradecer por me apresentar esta poeta e seu blog - maravilhosos.

beijos.

José Augusto Nozes Pires disse...

Grande poema! Hurra! Aos filhos da puta (a mãe sem culpa)

Meg disse...

Nami,

E são tantos, aqueles a quem bebemos, meu amigo!
E esta força, esta raiva tão bem expressa pela FPF.!

Kandandu

Meg disse...

Maria,

Também achei fabuloso, este poema da Fátima Pinto Ferreira.
É um belo retrato.

Um beijo

Meg disse...

Cid,meu caro,

Obrigada pelo privilégio da tua visita.
Acompanho-te na taça...

Um abraço

Meg disse...

Nydia,

Mesmo atrevendo-me a que a Fátima Pinto Ferreira se zangue comigo, trouxe-a aqui mais uma vez...
Quem sabe não contribuo um pouquinho para o seu regresso à blogosfera!

Beijinho

Meg disse...

Zé,

Que bom ver-te por cá!
É verdade, este é um poema que vem das entranhas da alma.
Hurra!
A "eles"!

Beijo

Agulheta disse...

Meg! Não conhecia a escritora sem papas nas língua que nos brindas por aqui,a todos os que se pavoneiam e metem nojo,eu brindo pois. Quanto as mães desses todos,temos de perdoar,por terem rebentos tão sujos e maus.
Beijinho de amizade.
Lisa

Cid disse...

Acabou o tempo do blá-blá-blá. Temos que ir ao fundo do léxico e não ter medo de ser mordido pelas palavras. E, claro, passar à acção.

Vanda Rafeiro disse...

Muito, muito bom! Também gostava de saber escrever e expressar-me assim! Boa escolha!

Amaral disse...

Meg
Parabéns por esta escolha. À autora os parabéns pela coragem pela força das palavras e pelo belíssimo poema.
Abraço

Meg disse...

Lisa,

Pobres mães, que tais filhos pariram!

Da autora, só posso dizer que me encontro nas suas palavras. Basta visitar o blog... e ler.

Um beijo

Meg disse...

Meu caro Cid,

Tocaste no ponto...mordemos vezes demais as palavras, é preciso agir, era preciso ter agido...
Ainda iremos a tempo?

Estou muito feliz por merecer as tuas palavras.

Um abraço

bettips disse...

BOM! Que a gente se possa indignar - também para isso é preciso lavar os olhos nas colinas ou nas pedras.
Feliz porque as terras do Norte te teriam aconchegado, Meggy!
Bjinho

Meg disse...

Vanda,

É muito bom e muito oportuno, chama os bois pelos nomes e com muita coragem.
Vale a pena ler a Fátima Pinto Ferreira, minha amiga.

Um abraço

Meg disse...

Amaral,

Não é a primeira vez que aqui trago a Fátima Pinto Ferreira.
Sempre frontal, sempre desabrida, como eu gosto. Uma Mulher de fibra que usa as palavras como punhais.
Eu gosto muito da sua poesia.

Um abraço

Meg disse...

Bettips,

Pode-se dizer que é o efeito das pedras, dos rios e das serras, no comportamento das margaridas.
Ah... a companhia amiga também.
E a Fátima Pinto Ferreira é, mais uma vez, a minha voz, a voz de muitos de nós.

Beijinhos... muitos.

São disse...

Muito bom, sem dúvida!

Um abraço grande.

Mariazita disse...

Eu também ergo a minha taça e, tal como tu, gostaria de ter sido eu a escrever este grandioso poema.
É, de facto, muito bom. Tem a força dum Almada Negreiros, tal como o seu desassombro.
Adorei!

Amiga, eu tinha estranhado o teu silêncio. Cheguei a recear que estivesses doente. Ainda bem que a "doença" foi outra...
Feliz regresso!

Um beijo muito grande e o meu carinho
Mariazita

O Guardião disse...

É de temer que a beber por tanto canalha possa vir a sofrer consequências físicas bem graves.
Tenho pena de viver num país em que as elites (eles assim se apelidam) estejam envolvidas em esquemas manhososos, negócios fraudulentos e companhias pouco recomendáveis.
A diferença entre inteligência e esperteza, para estes parolos, é algo que elesnão parecem ter consciência.
Cumps

Ana Tapadas disse...

Excelente o post. Mas temos que acreditar ainda no ser humano.
Beijo

Mar Arável disse...

Pois

a canalha anda à solta

Bjs

Peter disse...

Também ergo a minha taça a toda essa escumalha fazendo votos por que a terra lhes seja pesada.

Ganda mulher!

Meg disse...

Mariazita,

Não, desta vez fui "arejar" mesmo, que bem precisava.
Mas avisei, ahahahah!!!
Quanto ao poema, ainda bem que estamos de acordo... a Fátima Pinto Ferreira é de uma coragem admirável.

Beijinho para ti

Filoxera disse...

Se não me engano, já não é a 1ª vez que aqui nos deixas bons textos desta autora.

(quanto ao meu post, respondi ao teu comentário lá, no EQ. Não se trata duma história protagonizada por mim; nada tenho de música...)

Beijinhos.

Meg disse...

Caro Guardião,

Não tinha pensado nisso... mas que grande piela nos espera!
Mas será, sem dúvida, por uma boa razão!

Um abraço

Meg disse...

Ana,

O pior é que essa esperança está a morrer a cada dia que passa, minha amiga.
Mas façamos por isso.

Um beijo

Meg disse...

Mar Arável,

Andam à solta e sem açaimo, meu caro!

Um abraço

Cid disse...

Eu roubador me confesso:
http://voarforadaasa.blogspot.com/2009/11/um-tiro-no-alvo.html

Meg disse...

Peter,

Está difícil, meu caro.
Estou neste momento a assistir a mais um capítulo desta tragédia... sim porque se trata de uma verdadeira tragédia.
Esperemos para ver.

Um abraço

Meg disse...

São,

O descrédito e a imoralidade estão à solta, minha amiga.

Beijinho para ti

Meg disse...

Filoxera,

Tens boa memória... não é a primeira vez que aqui encontras a Fátima Pinto Ferreira.

Quanto ao teu post, pelos vistos confundi o sujeito poético. Mérito teu, minha amiga.

Beijinho

Meg disse...

Cid,

Tens toda a razão...nem há nada a perdoar.
Força a agitar o charco!

Um abraço

Sonia Schmorantz disse...

Atualíssimo, quem disse que é só de amor que se faz poemas? Parabéns a autora e a você por nos dar a chance de ler e conhecer.
Um abraço

Méon, disse...

hHp! Hip! Urraaaahhh!

Meg disse...

Sonia,

Nem só de amor se fazem poemas, é verdade.
Este é um outro amor, o amor à verdade, á justiça e à igualdade, minha amiga.

Um beijinho

Meg disse...

Caro Méon,

Muito obrigada pela visita e pelo...entusiasmo!

Um abraço

Paulo Vilmar disse...

Meg!
Já está a faltar taças, deste lado do oceano, para tantos brindes!
Beijos!

Meg disse...

Paulo,

É, parece que não haverá taças suficientes.
E cá. como no Brasil, a coisa está cada dia mais preta.

Um abraço