19 de maio de 2009

Nós Somos...

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Nós somos Como uma pequena lâmpada subsiste e marcha no vento, nestes dias, na vereda das noites, sob as pálpebras do tempo. Caminhamos, um país sussurra, dificilmente nas calçadas, nos quartos, um país puro existe, homens escuros, uma sede que arfa, uma cor que desponta no muro, uma terra existe nesta terra, nós somos, existimos Como uma pequena gota às vezes no vazio, como alguém só no mar, caminhando esquecidos, na miséria dos dias, nos degraus desconjuntados, subsiste uma palavra, uma sílaba de vento, uma pálida lâmpada ao fundo do corredor, uma frescura de nada, nos cabelos nos olhos, uma voz num portal e a manhã é de sol, nós somos, existimos. Uma pequena ponte, uma lâmpada, um punho, uma carta que segue, um bom dia que chega, hoje, amanhã, ainda, a vida continua, no silêncio, nas ruas, nos quartos, dia a dia, nas mãos que se dão, nos punhos torturados, nas frontes que persistem, nós somos, existimos. António Ramos Rosa
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46 comentários:

O Guardião disse...

Somos e existimos, cada um diferente do outro, o que não nos torna nem melhores nem piores, por isso.
Cumps

Mar Arável disse...

Boa memória

bjs

utopia das palavras disse...

Sim existimos, hoje ainda, mas em pequenos nadas, que ainda são muito, mas infelizmente por agora...num País sussurrado, que se espera que...grite!

Belo texto, uma boa escolha! Grata, Meg!

Um beijo

Chá das Cinco disse...

Adorei o seu Blog!
Sou a sua mais nova seguidora.
Te aguardo no meu, espero que goste.
Um grande abraço.

Mariazita disse...

Nós somos, sim, e existimos, é certo, às vezes esquecidos, outras desconjuntados... mas somos, existimos!
Um poema muito bonito, com um certo desencanto à mistura com uma esperança que não morre.
Muito boa escolha, amiga.
António Ramos Rosa "sabe" fazer poesia.

Um beijinho
Mariazita

lupussignatus disse...

o poeta

solar

existe

Peter disse...

"a vida continua,
no silêncio, nas ruas, nos quartos, dia a dia,
nas mãos que se dão, nos punhos torturados,
nas frontes que persistem,
nós somos,
existimos."

Um poema de um dos meus poetas preferidos, o primeiro que comecei a ler.

São disse...

Minha querida, me desculpa, mas não aprecio Ramos Rosa.
m grande abraço.

Vieira Calado disse...

Pois claro: Ramos Rosa!

E estou curioso...


Beijinhos

Maria Faia disse...

Olá Amiga,
" (...)a vida continua,
no silêncio, nas ruas, nos quartos, dia a dia,
nas mãos que se dão, nos punhos torturados,
nas frontes que persistem,(...).
A vida continuam dentro e fora de cada um de nós, todos diferentes, o que faz deste pequeno mundo uma casa sem igual. Ou talvez não...

Um beijo amigo,
Maria Faia

Nydia Bonetti disse...

Meg
Poemas como este são essenciais. Vou dormir mais feliz...
beijos

Carminda Pinho disse...

Se somos, existimos certamente.
Só que às vezes, esquecemo-nos disso mesmo...

Beijos, Meg.

Meg disse...

Guardião,

E assim, com todas as nossas diferenças, sobrevivemos.

Um abraço

Meg disse...

Mar Arável,

A memória possível, meu caro.

Um abraço

Meg disse...

Utopia das palavras,

E isso acontecerá em breve... ou não, Ausenda.

Um beijo

Meg disse...

Chá das Cinco,

Seja benvinda a este espaço.
Obrigada pela visita que terei muito gosto em retribui, assim que me for possível.
Entretanto,

Um abraço

Meg disse...

Peter,

Eu sei que és um admirador da poesia de Ramos Rosa.

Um abraço

Meg disse...

Mariazita,

Com um certo desencanto... também o sinto assim, Mariazita.
Mas com muita esperança também.

Um abraço

Meg disse...

Lupussignatus,

Existe mesmo, meu caro.

Um abraço

Meg disse...

São,

Mais um motivo para te agradecer a visita.
Se não aprecias Ramos Rosa, estás no teu pleno direito, isso só confirma que não somos todos iguais, o que, como diz o nosso amigo Guardião, não nos torna melhores nem piores.
E, acima de tudo, agradeço-te a sinceridade.

Um beijinho para ti

Meg disse...

Vieira Calado,

Obrigada pela visita... e olha que a curiosidade matou o gato, ahahah!!!

Um abraço

Meg disse...

Maria Faia,

A vida continua, minha amiga, apesar das armadilhas.
E, felizmente, não somos todos iguais...

Um abraço grande

Meg disse...

Nydia,

Um grande poeta que decerto conhecerás.
Ainda bem que gostaste.

Um beijo

Meg disse...

Carminda,

O problema é que existimos, mas nem sempre SOMOS aquilo que devemos.
Uns são, outros não são nem deixam ser... se me entendes. E não se tratam.
Claro que isto não tem nada a ver com o poema... é uma espécie de código.

Beijos, amiga.

Maria Faia disse...

Meg,

Há uma petição importante para assinatura no Querubim.
Ajudemos a Birmânia!

Beijo amigo,
Maria Faia

Amaral disse...

Meg
Sei que existimos, mas não sei se somos.
Bonito poema.
Abraço

Carminda Pinho disse...

Meg,
o que vale é que mesmo em código, te percebo. Eheheh...

Beijos

Meg disse...

Maria,

Está o dever cumprido, minha amiga.

Um beijo e bom fim de semana.

Meg disse...

Amigo Amaral,

Existimos, sim senhor, mas sei de muitos que são e de outros que nem por isso...

Bom fim de semana

Um abraço

Meg disse...

Carminda,

Eu sabia que me entendias, ahahah!!!

Beijo

Pata Negra disse...

O Toino teve a hombridade de ligar os Ramos com a Rosa. Um poeta nosso, dos mais nossos que tivemos nos últimos anos e, no entanto, parece que ainda não chegou o seu tempo.
Hoje tenho um pedaço de leitão para a Meg

Papoila disse...

Querida Meg:
Adoro António Ramos Rosa...
E nós somos todos diferentes e assim feitos de pequenos nadas que nos diferenciam...
Beijos

Bipede Implume disse...

Um poema à vida ela própria, nos diversos cambiantes.
Um belo poema.
Ainda sobre os Maios, também tive um Maio e um Junho :-)
Beijinhos e bom fim de semana.

Paulo Vilmar disse...

Meg!
Que belos e realistas versos. Tocante poema!
Beijos

Sonia Schmorantz disse...

Carinho é plumagem bonita, macia, gostosa de sentir.
Quem dá afeto se fortifica; quem o recebe se acalma,
se tranqüiliza, se equilibra.

Um ótimo final de semana, com muito carinho.
Abraço

De Amor e de Terra disse...

Minha querida Meg, bom dia.
Que bom que lembras Ramos Rosa; acho que anda um pouco esquecido e é Belíssimo, sempre.
Beijo da

Maria Mamede

Meg disse...

Caro Pata Negra,

A tua imaginação provoca-me sempre um sorriso bem disposto. Obrigada por isso.

Há leitão para mim?
Havia... que já lá fui.
Obrigada pelo carinho, meu Amigo.
Espero continuar a contar com a tua presença...e a tua amizade.

Um abraço

Meg disse...

Papoila,

E ainda bem que somos diferentes, minha amiga.

Um beijo

Meg disse...

Isabel,

E essa vida temos de vivê-la da melhor forma possível.

Maio e Junho... estamos quse empatadas, ahahah!!

Bom fim de semana

Um beijo

Meg disse...

Paulo,

Foi bom ver-te por cá, de novo.
E se gostaste do poema, tanto melhor... Ramos Rosa é um dos nossos grandes poetas.

Um abraço

Meg disse...

Sonia,

Quem dá afeto se fortifica; quem o recebe se acalma,
se tranqüiliza, se equilibra.
Essa é uma grande verdade, minha amiga. E reconfortante nos dias que vivemos.

Um bom fim de semana.

Beijo

Meg disse...

Querida Maria,

Tens razão, não é dos poetas mais divulgados, mas nós fazemos com que seja lembrado.

Bom fim de semana num beijo

Maria Faia disse...

E, de novo, vim reler este poema extraordinário de António Rosa.

Desejo-te um bom fim de semana, apesar desta chuva que teima em não deixar brilhar uma primavera de sol.

Bjo amigo,
Maria Faia

Luisa disse...

Há uma canção de esperança neste belo poemas. É preciso SER!

Meg disse...

Maria Faia,

Obrigada por mais esta visita, Ramos Rosa bem merece.

Um bom fim de semana para ti também.

Um beijo

Meg disse...

Luisa,

Há uma grande esperança, também a sinto nas entrelinhas do poema.

Bom fim de semana.

Um beijo