9 de março de 2009

Projecto

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MEUS AMIGOS!
ESTOU DE REGRESSO... FINALMENTE!!!!!
A todos, com a minha gratidão pela companhia,
deixo um abraço e... ME AGUARDEM!
Meg
«««««o»»»»»
Deixo-vos um belo poema de Nuno Júdice
e uma tela de Rivera...
Diego Rivera .
.
Projecto
.Desta vez vou escrever-te um poema
que vai ser um poema de amor,
mas que não é apenas um poema de amor.
O amor, com efeito, é algo que não cabe num poema;
pelo contrário,
o poema é que pode caber no amor,
sobretudo quando te abraço,
e sinto os teus cabelos na boca,
agora que a tua voz me corre pelos
ouvidos como, num dia de verão,
a água fresca corre pela garganta.
A isto, em retórica, chama-se uma comparação;
e pergunto o que é que o amor tem a ver com a retórica,
ou por que é que o teu corpo
se teme de transformar numa metáfora
- rosa, lírio, taça, qualquer objecto que tenha,
na sua essência, um elemento que me possa levar até ele,
como se fosse preciso, para te tocar,
substituir-te por uma outra imagem,
ver em ti o que não és,
nem tens de ser, ou ainda transformar-te
num lugar comum, que
é aquilo em que, quase sempre, acabam os poemas de amor.
Assim, este poema de amor é,
mais do que um poema de amor,
um exercício para escrever um poema de amor
- mas um poema de amor a sério,
sem comparações nem metáforas,
só contigo, com o teu corpo, com a tua voz,
com os teus cabelos, com aquilo que é real,
e não precisa de sair da realidade para se tornar objecto
de um poema de amor em que o amor,
finalmente, deixa de ser o objecto único do poema,
que se preocupa acima de tudo com a retórica,
as imagens, o equilíbrio das formas.
Mas, pergunto, não é o teu corpo uma flor?
Não é a tua boca uma rosa?
Não são lírios os teus seios?
Tudo, então, se transforma:
e o que tenho nas mãos é uma imagem,
a pura metáfora da vida,
a abstracta metamorfose das emoções.
O resto, meu amor, és tu -
e é por isso que o poema de amor que te escrevo não é,
finalmente, um poema de amor
.
Nuno Júdice
.
.
.
«««««o»»»»»

56 comentários:

Moacy Cirne disse...

Que o seu retorno seja pra valer. É o que esperam seus inúmeros leitores. Muito bom o poema selecionado.

Um abraço.

nydia bonetti disse...

Seja bem vinda Meg.
Que beleza de poema e que pintura incrível de Rivera. Sempre um prazer passar por aqui.
beijo.

Menina do Rio disse...

O amor não cabe num poema...

Bom saber-te de volta Meg!

E com um belissimo poema!

As minhas boas vindas, querida!

Um beijo pra ti

Papoila disse...

Querida Meg:
É bom ter-te de regresso e se realmente o poema de Nuno Júdice é lindíssimo a pintura de Rivera não o é menos.
Sejas benvinda!
Beijos

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Que sejas bem vinda pois estavamos com saudades.
Abracos

utopia das palavras disse...

O silencio tem sido a minha passagem por aqui, mas hoje e porque promete escrever, vou ficar...porque gosto do lugar!

Um beijo

tinta permanente disse...

Um grande, muito grande...

abraço, amiga!

bettips disse...

Meg, que sejas bem aparecida. Olharei hoje o sítio do poente como se te visse e os nossos olhos se encontrassem lá.
Vai ser difícil comentar-te, nem sei agora como consegui (vim por TP): leio-te mas ao comentar a ligação cai.
Já o expliquei num post atrás, há vários sítios de amigos assim.
Só para saberes da estima e do não-esquecimento.
Bjinhos

Amaral disse...

Meg
Parabéns por este "regresso" e em beleza. Pelo poema e pela tela.
Boa semana
Abraço

Marco Ferreira disse...

Já era tempo de teres a situação resolvida.

Vai agora com calma para não teres uma tendinite no dedo :)

marinheiroaguadoce a navegar

Meg disse...

Caro Moacy,

É para valer, sim, meu amigo.
Obrigada pela compreensão e pela paciência.

Um cheiro

Meg disse...

Nydia,
Que bom sua presença aqui.
Nuno Júdice é um dos nossos grandes poetas contemporâneos.

Beijo

Meg disse...

Menina do Rio,

Obrigada pelas boas vindas.
As saudades apertavam, mas já passou!

Beijo

Meg disse...

Papoila,

Pois é, cá estou de novo, e espero recuperar o ritmo.
Obrigada também pela tua presença aqui, na minha ausência.

Beijo

Meg disse...

Amigo Namibiano,

Chegou o tempo de matar as saudades. Obrigada pelo carinho

Um abraço

Meg disse...

Querida Bettips,
O sol está a desaparecer no horizonte e lá encontrei os teus olhos... volyo-os agora para a serra, a norte.

Beijo

Meg disse...

Utopia das Palavras,

Perdi-me na ordem de resposta aos comentários...
Agradeço-lhe as palavras e será um prazer a sua presença neste espaço.
Logo, logo, irei ao Utopia...com muito gosto.

Um abraço

Meg disse...

Tinta Permanente,

Obrigada pelo carinho... sempre.

Um abraço

Meg disse...

Amigo Amaral,

Vai ser um regresso um pouco lento, para mim, pelo menos...
Mas há tanto para ler! E quero fazê-lo com calma, amigo!

Um abraço

Meg disse...

Querido Marco,

O Clix portou-se mal e foi à vida, e agora espero que com o MEO tudo retome a normalidade.
Para já, cumpriram!

Um abraço

Mariazita disse...

Querida Meg
Não vais acreditar no que te vou contar…
Hoje a seguir ao almoço saí para ir às compras; de repente, sem nenhum motivo aparente, pensei em ti, e no problema que tens tido com a ligação da Net. Chego a casa, e encontro o teu comentário no meu blog.
Transmissão de pensamentos???
Não imaginas como fiquei feliz ao “ver-te”.
Ainda bem que chegaste, amiga.
Fico te aguardando…
Beijinhos
Mariazita
PS - Voltarei para comentar. Agora foi só para te contar isso. Vou iltimar o jantar...

duarte disse...

welcome back!
eu que sou pouco instruido, nada percebo de pintura, mas o poema reside no amor que damos e recebemos...
tem ritmo , tem estrutura e tem essência
pode rimar sem saber o que é rima,nem tão pouco querer saber de tais sapiencias.
abraço do vale

Meg disse...

Mariazita,

Não, não é transmissão de pensamentos... eu acho que é mesmo amizade, minha amiga!

Beijo

Meg disse...

Amigo Duarte,

A sabedoria é feita de muita sensibilidade, a tua...

Um abraço

O Guardião disse...

Se o poema é claro, cristalino até, a vida de Rivera, ao contrário da sua pintura, é uma grande confusão e o seu relacionamento com Frida Kahlo é digno de ser colocado na grande tela.
Cumps

Maria disse...

Cá te esperamos, Meg.
Entretanto o poema de Nuno Júdice é excelente...

Beijinhos e bem regressada!

lupussignatus disse...

o

e

terno

retorno

do amor

Pedro S. Martins disse...

excelente poeta.

Agulheta disse...

MEG! Sê bem vinda minha amiga,e uma vinda excelente com este belo poema e a ilustração de pintura de (Rivera)boa conjugação.
Beijinho:-)

Bipede Implume disse...

Querida Meg
Que bom que estás de volta. Já sentia saudades.
E para recomeçar nada como o amor.
Beijinho de muita amizade.

romério rômulo disse...

meg:
salve!
um beijo.
romério

São disse...

Bem regressada sejas!

Aliás, regressas com um excelente post!

Um grande abraço para ti.

Meg disse...

Caro Guardião,
Vida tumultuosa, sim, a de Diego Rivera...
E sobre Frida Kahlo talvez ainda a traga aqui um dia.

Um abraço

Meg disse...

Maria,
Cá estou para a "luta"
E tu és a amiga de sempre... deste lado.

Beijo

Meg disse...

Lupussignatus,

Obrigada, amigo.

Abraço

Meg disse...

Pedro S.Martins,

É um prazer recebê-lo neste espaço.
Muito obrigada e retribuirei a visita muito em breve.

Abraço

Meg disse...

Lisa,
Cá estou finalmenteeeee!
Agora é só retomar o ritmo.

Beijo grande

Meg disse...

Isabel,

Obrigada pelas palavras... a recíproca é válida, minha amiga.
As saudades também foram muitas.

Beijo grande

Meg disse...

Romério,

Et voilá! Sempre cheguei... com força e muitas saudades vossas.

Um beijo

Meg disse...

São,

Obrigada pelo carinho.

Beijo

SILÊNCIO CULPADO disse...

MEG

Sê bem regressada. A tua ausência é um déficit e não digo isto para fazer lisonja. É um espaço de cultura único em descoberta de talentos, muitos deles pouco conhecidos, e seleccionados criteriosamente por quem privilegia os afectos e a justiça social.
Vou tentar acompanhar-te como sempre o faço (pelo menos em leitura) porque tenho tido muita pressão em cima e tempo curto de vários lados.

Abraço

Meg disse...

Lídia,
É com muito carinho que recebo as tuas palavras, que agradeço.
Tive muitas saudades deste espaço e de todos os amigos e espero continuar a merecer a vossa companhia.

Um beijo

Zé Povinho disse...

É bom registar o regresso, e com uma imagem tão linda como a poesia.
Abraço do Zé

Meg disse...

Caro Zé,

Sempre a poesia, sempre a beleza.
Obrigada pelo carinho.

Um abraço

Pata Negra disse...

A boa filha à casa torna! Seja benvinda e que não venha só pelo amor! Disse uma asneira?! Vou remendá-la: não é verdade que amor, quando é paixão pode ocultar a verdade?!
Um abraço, ou melhor, um beijo porque nem tudo cabe no amor

Peter disse...

Olá Meg!

Uma mudança dessas deve ter sido para um palácio!

É bom estares de volta.

Daniel Silva disse...

Bem vinda, querida amiga...

Mariazita disse...

Querida Meg
Cá estou de novo, desta vez para comentar.
Achei este poema, que não conhecia, simplesmente maravilhoso!
Deliciei-me a lê-lo, tanto que voltei atrás e li de novo. É muito, muito bonito.
Parabéns. Festejamos em grande beleza o teu regresso.
A tela também é lindíssima.

Beijinhos
Mariazita

Meg disse...

Pata Negra,

Como sempre, um comentário bem saboroso, ahahaha!!!
Vim por tudo, mas principalmente pelos amigos...

Um abraço

Meg disse...

Peter,

Nem para um palácio nem para longe... mas a Clix foi à vida e tive de esperar pelo MEO.

Mas é passado, quero esquecer.

Um abraço

Meg disse...

Daniel,

Estamos aqui. Os amigos.

Um abraço

Meg disse...

Mariazita,

Pois agora é tocar o blog para a frente.
Sabes que está a dias de comemorar os dois anos de vida?

Um beijo

C Valente disse...

Que belo regresso, tudo de bom
saudações amigas com um beijo

vbm disse...

Belíssimo poema!

Conheces o dele,
sobre Bizâncio,
a discussão do
sexo dos anjos?

Uma jóia!
Edito-o,
se não o conheces.

ab.,
v.

Meg disse...

C Valente,

Muito obrigada.

Um abraço

Meg disse...

Vbm

Seja benvindo a este espaço
E não é que não conheço o poema?
Espero que o edite.
Espero também voltar a vê-lo por cá.

Um abraço