20 de setembro de 2010

As nossas madrugadas



Não entendo os silêncios
que tu fazes
nem aquilo que espreitas
só comigo

Se escondes a imagem
e a palavra
e adivinhas aquilo
que não digo

Se te calas
eu oiço e eu invento
Se tu foges
eu sei não te persigo

Estendo-te as mãos
dou-te a minha alma
e continuo a querer
ficar contigo

Maria Tereza Horta

14 comentários:

Jorge Manuel Brasil Mesquita disse...

A poesia simples e directa de Maria Teresa Horta. Aconselho a leitura dos livros "Candelabro" e Minha Senhora de Mim" que são os que eu possuo.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 20/09/2010

São disse...

Que interessante: o mais recente post do "SÃO" é também um poema de Teresa Horta.

Boa semana, linda.

Meg disse...

Jorge,

São duas boas sugestõe, sem dúvida!
E não nos esqueçamos também das Novas Cartas Portuguesas!

Um abraço

Meg disse...

São,

Começo a estar cansada deste tempo esquizofrénico, e desanuviar com um poema belíssimo da MTH.
Fui ao SÃO e - mea culpa - nem sabia que estavas a publicar lá.
Vou recuperar o tempo perdido e pôr a leitura em dia, minha querida.

Beijo para ti

Zé Povinho disse...

A beleza está na simplicidade.
Abraço do Zé

Pata Negra disse...

Não entendo a poesia: devo esconder-me? devo calar-me? não! basta-me mostrar as mãos estendidas para falar e entender!
Um abraço entre palavras

Meg disse...

Zé Povinho,

E a simplicidade ajuda a "descomplicar".

Beijo

Meg disse...

Pata Negra,

Qual esconder, qual calar!
As mãos estendidas não bastam... quero-te a (re)clamar! E bem alto.

Entre as palavras te abraço

IMaria disse...

muito bonito

Meg disse...

IMaria,

Bem vinda a este espaço e obrigada pelas suas palavras.
Bem haja!

Multiolhares disse...

e assim vivemos por vezes damos a alma por quase nada
Bj

Vieira Calado disse...

Amiga!

Sabe-me dizer o blog

duns amigos de Belmonte?

É que estiveram em Lagos e eram-me como referência o seu blog.

Saudações poéticas.

Bjs

Meg disse...

Luna,

Um quase nada que pode ser tão importante!

Beijos

Meg disse...

Caro Bieira Calado,

Respondi-lhe por émail.

Um abraço