4 de maio de 2008

AQUELA NEGRA... É MINHA MÃE




AQUELA NEGRA

De enxada em punho,

Lutando pela minha fome;

Aquela negra que jorra suores na minha sede

E que vai de lenha na cabeça

Porque o frio me consome;

Aquela negra

Pobre, sem nada,

Que vende os panos para me vestir;

Que chora nas ruas o meu nome;

Aquela negra é minha mãe.
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[EDUARDO bRAZÃO.]
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19 comentários:

Maria disse...

Muito bonito o poema de Eduardo Brazão.
Obrigada, Meg.

Um abraço, sempre deste lado

jasmimdomeuquintal disse...

Poesia diferente neste dia da mãe.
Boa semana

Carminda Pinho disse...

Meg,
Este poema é lindo, porém gelou-me a alma...é que pus-me a pensar que infelizmente, ainda hoje por esse mundo fora, negras, brancas ou amarelas, ainda existem muitas mães assim.

Que o teu dia tenha sido bom.

Beijos

padeirinha disse...

Sentido.

Maria Clarinda disse...

Belo...belo demais!Tanta coisa a ler neste poema!!!
Jinhos de carinho

Ludo Rex disse...

Vivam as mães todo o mundo, hoje e sempre...
Kiss e Boa Semana

lupussignatus disse...

veste-nos

de

ternura

meg disse...

Padeirinha

Acho lindíssimo este poema.

Obrigada
Um abraço

meg disse...

Maria Clarinda

Como em tão poucas palavras se pode dizer tanto!
Um dia destes trago-vos mais obras deste autor.
Obrigada... tu sabes.
Um abraço

meg disse...

Ludo Rex
Hoje um kiss para ti também... e ... VALEU!
Um abraço

Logo deve haver visitas...

meg disse...

Lupussignatus

É isso mesmo! Muito bem sentido.

Um abraço

MPS disse...

Aquela negra é a mãe de cada um de nós.

Um abraço

meg disse...

MPS

É verdade, achei este poema muito bonito e acredito que mãe é isto mesmo.
Temos autores que escrevem coisas tão bonitas e que desconhecemos!
Obrigada pela presença e pelas palavras...

Um abraço

Carminda Pinho disse...

Meg,
tinha deixado aqui um comentário no domingo à noite, por curiosidade, vim reler e não está cá.:(
Mas era só para te dizer amiga, que este poema foi muito bem escolhido (não admira), porque ser mãe, é isto mesmo....

Beijos

meg disse...

Carminda,
Não faço ideia do que se passou mas, realmente tens razão, ser mãe é isso mesmo em qualquer latitude.
Um abraço

Maria Faia disse...

Linda escolha que fizeste para homenagear as Mães!
Este ano vivi esse dia de uma forma diferente mas, muito intensa e feliz.
Pela manhã fui ornamentar a última morada daquela que meu coração amará até ao fim dos meus dias, com um lindo ramo de rosas brancas. De seguida, parti para a terra do Mondego onde me juntei ao meu filhote e à queima das fitas. Foi um dia memorável, em que matei saudades dos meus tempos de estudante coimbrã e disfrutei do verdeiro e puro amor do meu rebento. Foi um dia de felicidade para os dias e, estes sim, valem mesmo a pena.
Espero que tenhas também passado um dia muito feliz pois, bem mereces.

Um grande beijo amigo,
Maria Faia

meg disse...

Maria,
Adiantei-me, mas repito, ainda bem que tiveste um dia deliz na companhia do "teu filho...".
É lindíssimo este poema, Maria.

Um abraço

TINTA PERMANENTE disse...

Uma golfada de ar fresco, um perfume de saudade, um suspiro de memória!...
(tudo bem melhor do que tanta coisa feita feia aí mais para baixo, amiga!...)

Tudo de bom, agora, amiga!

abraços!

meg disse...

Tinta Permanente
Eu achei lindo, o poema, por isso não resisti.
Muito obrigada e também espero que sim.
Um abraço