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16 de abril de 2010

Esta República




É certo que a República vai torta;
Ninguém nega a duríssima verdade.
Da pátria o seio a corrupção invade
E a lei, de há muito tempo, é letra morta.

A quem sinta altivez, força e vontade
Ficou trancada do Poder a porta:
Mas felizmente a vida nos conforta
De esperança, uma dúbia claridade.

Porque (ninguém se iluda), "isto" que assim
A pobre Pátria fere, ultraja e explora,
Jamais o sonho foi de Benjamin.

Os motivos do mal não são mistério:
— É que a gentinha que governa agora
É o rebotalho que sobrou do Império.

Bastos Tigre
(1904)
~~~~~
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Ontem como hoje...lá como cá...

 

12 de abril de 2010

Isto de ser poeta...

Maria Azenha... "sonhando"

(posso dizer que depois de a ler
não posso abrir “ o quarteto
a solo” incomoda como andar
ao Sol num dia de verão
sem ter um banco de jardim
onde pousar as letras)


hoje em dia um poeta
vale menos do que um cão
isto de deixar fugir os versos
pela internet dentro
causa-me uma grande aflição
e se amanhã eles não estiverem lá
que posso eu fazer
é muito perigoso escrever livros
hoje em dia hoje
vêm os vírus e apagam tudo
afectam as paredes do pc
não fica mesmo nada
é como se fosse tudo cego
o écran esconde as letras todas
ai senhor doutor ai senhor
doutor tenho uma dor de versos
tenho muito medo
preciso que me valha
sofro com isto tudo
é como se o meu sangue
fugisse todo pelo écran dentro
acordar de manhã ir ao sítio certo
e não ver lá nada
isto de ser poeta é uma grande aflição
ai senhor doutor ai senhor
doutor se calhar o melhor é ficar quieta
não escrever nada ficar muito quieta
ficar tudo na cabeça
não usar shampoo
porque os versos podem apagar-se
fugir todos como no écran
ai senhor doutor o remédio é ficar quieta
escrever coisas sem importância
pode alguém espreitar e apagar tudo
que é pior do que roubar alguém
pois não fica nada
e amanhã senhor doutor os poetas
escreverão poemas
só com uma simples troca de olhares
e os versos voltarão a ver-se


ai senhor doutor ai senhor doutor
isto de ser poeta


é uma grande aflição

Maria Azenha
.
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10 de abril de 2010

De volta para os amigos


Com um grande abraço a TODOS,
me aguardem...

eu...

...seguirei na esteira da minha verdade

trabalhada em palavras sentidas e autênticas,

já que, pelos atalhos da injúria

e de palavras ditas sem nexo,

simples e verdadeiras,

tento resgatar as minhas ilusões.

[...]

meg










2 de abril de 2010

PÁSCOA FELIZ, a todos...




Não vos esqueço...
e agradeço o vosso apoio e compreensão para a minha ausência.
Voltarei... talvez em breve...
Entretanto, desejo que todos tenham
UMA BOA PÁSCOA
.
Todo o meu carinho num beijo
meg
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25 de março de 2010

ATÉ BREVE... espero!

A TODOS os verdadeiros AMIGOS... antigos e recentes, peço um tempo.
Preciso de algum tempo para "lamber umas feridas".
Preciso também de coragem!
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Deixo-vos o meu carinho nas "minhas canções" ... espero que gostem.
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Espero não perder nenhum de vós, até me recuperar.
Um beijo da vossa meg
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