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Com o maior prazer vos deixo com Romério Rômulo, um grande amigo.
Será que ele vem responder aos vossos comentários?
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CONFIRMADO... meg
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"A poesia é a mais difícil das artes da palavra.
Difícil de escrever, difícil de ler e difícil de aprender.
Existem poetas tão complexos que só toleram ser compreendidos depois de várias leituras [...] Pois bem. Eis que agora, depois de palmilhar longamente as estradas da poesia, experimentando caminhos, atalhos, veredas e trilhas, em livros que indicavam o rumo mas não desvelavam segredos, Romério Rômulo desencanta de vez com Matéria Bruta,
um livro que tem a grandeza e a maturidade dos poetas maiores"
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[Sebastião Nunes]
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poeta que de minas faz seu canto
vou revelar aquela face rubra
de mais um sol antecipado noite.
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trazer crateras de montanha, mar
de minérios que faz hortelã
ter uma sabor tomado por ausência.
um verdejante arco de boi, traste
de, no cerrado, dente mudo, ver
na sua carne os rasgos desta gente.
que animal há de viver somente
no exercício fácil do resgate?
que montanha rasgar, tão inimiga,
se sobra o vácuo puro do mistério?
minas mais que sabor: traição, penúria,
é mais que o fácil boi dolente
remansado de pragas pelos pêlos.
é tão mais, mais que a barba bisavó
de inácios que me soam serem eu.
inesgotável minas, uns deuses
lhe ampliaram a face-toda-água.
[Matéria Bruta ]
Romério Rômulo nasceu em Minas Gerais, e é professor de economia política da Universidade Federal de Ouro Preto. Romério Rômulo é ainda um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar, de que falaremos um dia destes.
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. Por Régis Gonçalves:
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"O título do livro mais recente de Romério Rômulo traduz com exatidão a natureza de sua poesia: Matéria bruta.
Romério Rômulo não é um poeta dado a refinamentos. A paisagem que se descortina a partir de seus versos é feita da aridez do sertão, seu chão de pedras e vegetação enfezada. Sobre ela, uma humanidade rude, amargando a dureza da vida, entre choro e ranger de dentes. Se for possível estabelecer conexão entre a biografia e a obra, o percurso a que nos conduz a poesia de Romério Rômulo passa pela expressão barroca do imaginário sertanejo. Nascido no sertão do São Francisco, o poeta fixou-se em Ouro Preto ainda estudante e lá reside até hoje. Não é de estranhar que seja capaz de empreender com êxito uma síntese entre as muitas Minas que existem dentro e fora dele.
[...] ...Que não se espere, portanto, da leitura de “Matéria bruta” uma viagem confortável pelo mundo das palavras. O poeta promete apenas uma difícil caminhada pelas agruras do verso, compensada ao fim e ao cabo pela revelação de uma autêntica forma de beleza."
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